O que me produz não vem de um amor, ou de uma dor.
O calor, aquele que me conduz.
A luz cega, o corpo arde.
A canção que tento que traduza.
Ou me induza.
Sou do mundo.
No meu mais que profundo.
Sou de tudo.
Sou na onda que purifica.
Que lava a alma.
Um mais que nada
Que invada
e leve embora
o que restou.
Um bem profícuo
Um mal explícito.
A carne exposta.
A alma torta.
E a menina
Que se finda.
Acena e assina a sina
Do devir
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Lounge Music feelings. "Erotic Lounge 9 - Cool Desires" #recomendo (inclusive que se leia a poesia ouvindo)
Sim, a proposta do cd é de música para aquelas horas. Tem uma pegada meio sensual. Mas recomendo não só pra aquelas horas, mas para inspirações em geral (inclusive estas mesmo a que se propõe o cd). (os amantes de jazz, soul e afins vão adorar)
.
sábado, 19 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Equilíbrista
Junto com as árvores cresci
Quase feneci
Mesmo entre vegetais tão frondosos
Coube a mim dias pesarosos
Não sabia que o que tinha
Não era mais que a linha
Da tristeza em vão
Pois houve então um dia
Que no meio da gritaria
Eis só uma voz ouvia
Era a minha dizendo:
Estou na minha vida fazendo
A revolução!
Revolução pacifista de coração
Pois aqui há o equilíbrio
Que fora procurei em vão
Só assim com a alma em sol
Serei o farol
Para te guiar
-----------------------------------------
O carnaval chega ao seu fim...
Bom... não me diverti tudo que podia por conta de algumas restrições relativas aos meus problemas de saúde, mas foi deveras bom! Agradeço aos meninos por terem vindo!
Obrigada a todos pelos desejos de melhora! Tou sim bem agora! Só vou ter que passar um tempo de restrições alimentares (e etílicas =( )
Quero oferecer este post a uma das melhores amigas que tenho (e irmã), Aline Oliveira! Uma parte de mim foi com ela pro Rio de Janeiro. Mas a parte que ficou a quer muito feliz! E se ela tiver que ir para longe para alcançar essa felicidade que alce vôos cada vez maiores! Amo vc! Eis alguém que sempre acreditou que esse tal equilíbrio estava mesmo dentro de mim! Obrigada por tudo irmã! Muita luz pra você SEMPRE!
Quase feneci
Mesmo entre vegetais tão frondosos
Coube a mim dias pesarosos
Não sabia que o que tinha
Não era mais que a linha
Da tristeza em vão
Pois houve então um dia
Que no meio da gritaria
Eis só uma voz ouvia
Era a minha dizendo:
Estou na minha vida fazendo
A revolução!
Revolução pacifista de coração
Pois aqui há o equilíbrio
Que fora procurei em vão
Só assim com a alma em sol
Serei o farol
Para te guiar
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O carnaval chega ao seu fim...
Bom... não me diverti tudo que podia por conta de algumas restrições relativas aos meus problemas de saúde, mas foi deveras bom! Agradeço aos meninos por terem vindo!
Obrigada a todos pelos desejos de melhora! Tou sim bem agora! Só vou ter que passar um tempo de restrições alimentares (e etílicas =( )
Quero oferecer este post a uma das melhores amigas que tenho (e irmã), Aline Oliveira! Uma parte de mim foi com ela pro Rio de Janeiro. Mas a parte que ficou a quer muito feliz! E se ela tiver que ir para longe para alcançar essa felicidade que alce vôos cada vez maiores! Amo vc! Eis alguém que sempre acreditou que esse tal equilíbrio estava mesmo dentro de mim! Obrigada por tudo irmã! Muita luz pra você SEMPRE!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
A noite encantada
Hoje foi o dia em que ela se vestiu de renda e fita pra brincar o carnaval. Um juízo doido de roda fez seu brincar. Não procurava nenhum mascarado, já sabia onde encontrar, mas não queria. Cantava como Narinha: “mas é carnaval, não me diga mais quem é você, amanhã tudo volta ao normal, deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar que hoje eu sou da maneira que você me quer. O que você pedir eu lhe dou., seja você quem for seja o Deus quiser.” E saiu pelas ruas em festa no meio da chuva.
Com espírito livre e um pano de confete na mão festejava não sei o quê. No meio daquela gente encontrou quem cantasse junto e quem jogasse confetes também. “Hoje o samba saiu procurando você...”. Mas não procurava nada além de degustar aquela alegria.
Maria, Carolina, Márcia ninguém sabia dizer, mas o que importava um nome? Desde então a menina sem nome encantou e vagueia pelas ruas de carnaval e confete.
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post de aniversário pessoal... bueno.. acho que esse conto representa bem meu sentimento do dia...
passei vários dias doente (foi meio sério), tou me recuperando, mas não o suficiente pra grandes farras. Coisas meio chatas no meu dia, mas algo dentro de mim ainda é paz e sei lá é meu dia né? (Ou talvez esteja começando a aprender um pouco da paz do meu amigo Neguinho...)
Beijo e obrigada pelas felicitações ou mesmo àqueles que pensaram um segundinho em mim hoje.
Belinha aqui do lado aguentando a chatice de esperar eu postar ;p
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Poema Para Um Dia Cinza
Queria fazer uma canção em que pudesse morar
Queria caber na palma da mão de um lunar
Queria ao invés de viver, brotar
Queria em toda a dor flutuar
No céu cinza o meu lugar
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Sem mais palavras... Um dia só de sentimentos.
(No player: A Banda de Joseph Tourton, rock instrumental que recomendo)
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Música Distante
Quando acordei e sentei à sala antes da varanda distingui ao longe um sambinha antigo. Não sabia quem tocava nem que música era, mas mesmo assim ele me confortava que nem ousava mexer-me pra que o ruído bom não se extinguisse ou que perdesse minha posição confortável. Pela janela vinha uma brisa branda pra aliviar o calor, como as mãos de Deus que bate com uma e conforta com a outra.
Naquele dia não pensava em nada. Nenhum desejo, nenhum devaneio a me distrair. Apenas olhava o céu e via o tempo passar. Daquele dia não esperava mais do que o sol subindo até depois de tão alto ir caindo, caindo... Até morrer e vir a lua. Os dois que nunca se encontram no céu, mas que nutrem por si um encantamento admirável.
Era outra vez naquela cidade . O mesmo encantamento! Abraços que me faziam falta. O ar meio boemio que envolvia tudo ali. Um tom colorido entre as pessoas que se confundia com os tons da cidade. Um barzinho "fulero" para terminar a noite, uma dose de graça de vodka com laranja. Todos pareciam comemorar algo.
Naquela alegria me perdi e veio então no dia seguinte horas sem pensamento. Despertei com uma música que pude então distinguir "fundamental é mesmo o amor é impossivel ser feliz sozinho". Nada melhor que ouvir logo que se acorda o tal Antonio Brasileiro. Entre uma canção e uma nuvem nova que surgia no céu... "De repente, não mais que de repente" aturdi-me com uma figura estranha que passava na calçada que tinha-me algo de familiar. Levava um porte elegante e trajava um palitó branco de algodão. Na cabeça uma boina lhe dava um ar boemio e despreocupado. Sentou-se no bar em que parecia ser assíduo, levando em conta o cumprimento afetuoso do dono, o bar de onde vinha as músicas que ouvia. Pediu uma cerveja (beber a essa hora em plena terça-feira? Nem se aproxima do meio dia, mas que idéia). Mas havia algo de mistério e de estranhamente conhecido que me atraiu a observar aquele homem.
Na segunda cerveja apanhou ele um grardanado e pô-se a escrever algo que pelos trejeitos que fazia parecia lírico. Ao terminar pôs-se a declamar os versos:
Como um passarinho
fizestes ninho
no alto Que dantes era flor
comigo aqui no solo era em cor
Me observas com olhos curiosos
que antes eram ternos e calorosos
Mas com teus cabelos em fogo
no vento tenho meu consolo
Com tua dúvida há meu padecer
O tempo lhe fez esquecer
As feições que mudaram pelo mesmo autor
De ti a distância, tens um novo amor
De mim a conformação
Junto a cerveja que tomo agora
Dalila Fonteles Mauler 03/02/2011
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Quem tava no encontro do Eufonia terça deve ter escutado eu dizer que nunca conseguia terminar um conto. Pois não é que desse vez eu consegui! Fazia tempo que não gostava de algo que faço mas até que achei legal esse texto! Quero saber a opinião de vocês.
Obrigada a todos pela acolhida maravilhosa de sempre!
De volta aos blogs de quinta!
Beijo bem grande!
Naquele dia não pensava em nada. Nenhum desejo, nenhum devaneio a me distrair. Apenas olhava o céu e via o tempo passar. Daquele dia não esperava mais do que o sol subindo até depois de tão alto ir caindo, caindo... Até morrer e vir a lua. Os dois que nunca se encontram no céu, mas que nutrem por si um encantamento admirável.
Era outra vez naquela cidade . O mesmo encantamento! Abraços que me faziam falta. O ar meio boemio que envolvia tudo ali. Um tom colorido entre as pessoas que se confundia com os tons da cidade. Um barzinho "fulero" para terminar a noite, uma dose de graça de vodka com laranja. Todos pareciam comemorar algo.
Naquela alegria me perdi e veio então no dia seguinte horas sem pensamento. Despertei com uma música que pude então distinguir "fundamental é mesmo o amor é impossivel ser feliz sozinho". Nada melhor que ouvir logo que se acorda o tal Antonio Brasileiro. Entre uma canção e uma nuvem nova que surgia no céu... "De repente, não mais que de repente" aturdi-me com uma figura estranha que passava na calçada que tinha-me algo de familiar. Levava um porte elegante e trajava um palitó branco de algodão. Na cabeça uma boina lhe dava um ar boemio e despreocupado. Sentou-se no bar em que parecia ser assíduo, levando em conta o cumprimento afetuoso do dono, o bar de onde vinha as músicas que ouvia. Pediu uma cerveja (beber a essa hora em plena terça-feira? Nem se aproxima do meio dia, mas que idéia). Mas havia algo de mistério e de estranhamente conhecido que me atraiu a observar aquele homem.
Na segunda cerveja apanhou ele um grardanado e pô-se a escrever algo que pelos trejeitos que fazia parecia lírico. Ao terminar pôs-se a declamar os versos:
Como um passarinho
fizestes ninho
no alto Que dantes era flor
comigo aqui no solo era em cor
Me observas com olhos curiosos
que antes eram ternos e calorosos
Mas com teus cabelos em fogo
no vento tenho meu consolo
Com tua dúvida há meu padecer
O tempo lhe fez esquecer
As feições que mudaram pelo mesmo autor
De ti a distância, tens um novo amor
De mim a conformação
Junto a cerveja que tomo agora
Dalila Fonteles Mauler 03/02/2011
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Quem tava no encontro do Eufonia terça deve ter escutado eu dizer que nunca conseguia terminar um conto. Pois não é que desse vez eu consegui! Fazia tempo que não gostava de algo que faço mas até que achei legal esse texto! Quero saber a opinião de vocês.
Obrigada a todos pela acolhida maravilhosa de sempre!
De volta aos blogs de quinta!
Beijo bem grande!
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