O que me produz não vem de um amor, ou de uma dor.
O calor, aquele que me conduz.
A luz cega, o corpo arde.
A canção que tento que traduza.
Ou me induza.
Sou do mundo.
No meu mais que profundo.
Sou de tudo.
Sou na onda que purifica.
Que lava a alma.
Um mais que nada
Que invada
e leve embora
o que restou.
Um bem profícuo
Um mal explícito.
A carne exposta.
A alma torta.
E a menina
Que se finda.
Acena e assina a sina
Do devir
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Lounge Music feelings. "Erotic Lounge 9 - Cool Desires" #recomendo (inclusive que se leia a poesia ouvindo)
Sim, a proposta do cd é de música para aquelas horas. Tem uma pegada meio sensual. Mas recomendo não só pra aquelas horas, mas para inspirações em geral (inclusive estas mesmo a que se propõe o cd). (os amantes de jazz, soul e afins vão adorar)
.
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sábado, 19 de março de 2011
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Arreio bom
Bem, quem vos fala aqui é CA Ribeiro Neto, conhecido como Carlim, e recebi a tarefa de postar pela Dalila, o que é bem difícil. É bem verdade que esse blog é meio meu - pelo menos o layout foi eu quem fiz -, mas postar pelos outros é deveras complicado, por não saber se estou sendo fiel à proposta do blog. Qualquer coisa, ela me corrige na próxima quinta!
Dalila Fonteles Mauler
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* O penúltimo estrofe dessa poesia é livremente inspirado em uma poesia minha!
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No player: Choro Bandido - Chico Buarque (Programa Ensaio)
Arreio bom
O amor envolve e mata a gente
Mas sem calor que é que há de se viver
Há quem se diga vacinado
Mas deixa o vírus se abater
Pra ver neguinho arriado
É um arreio
Mas é um arreio bom
Se as pernas tremem
Não é de frio
Se o suor escorre
Não foi o clima que mudou
É o calor
Que passa de você pra mim
O amor é sujeito.
Ativo, inconseqüente
O amor é objeto.
Tem forma e consistência
O amor é autoritário.
Pungente e sem lógica.
O amor é democrático.
Onipresente e é propagado
Quem é que não quer ser amado?!
O amor envolve e mata a gente
Mas sem calor que é que há de se viver
Há quem se diga vacinado
Mas deixa o vírus se abater
Pra ver neguinho arriado
O amor envolve e mata a gente
Mas sem calor que é que há de se viver
Há quem se diga vacinado
Mas deixa o vírus se abater
Pra ver neguinho arriado
É um arreio
Mas é um arreio bom
Se as pernas tremem
Não é de frio
Se o suor escorre
Não foi o clima que mudou
É o calor
Que passa de você pra mim
O amor é sujeito.
Ativo, inconseqüente
O amor é objeto.
Tem forma e consistência
O amor é autoritário.
Pungente e sem lógica.
O amor é democrático.
Onipresente e é propagado
Quem é que não quer ser amado?!
O amor envolve e mata a gente
Mas sem calor que é que há de se viver
Há quem se diga vacinado
Mas deixa o vírus se abater
Pra ver neguinho arriado
Dalila Fonteles Mauler
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* O penúltimo estrofe dessa poesia é livremente inspirado em uma poesia minha!
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No player: Choro Bandido - Chico Buarque (Programa Ensaio)
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