quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O som que chora

E assim de preguiça
Assim de pirraça
Vou deixar você morrer.
Quando no peito só restar os dias
Em que fui feliz
Você vem com veja só
Mas meu peito é uma música popular, meu bem
A dor que aqui martela não vai lhe salvar
No som doido do bandolim
Vou chorando
Junto com a dor que seca
Junto com o amor que morre.

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Inspirado pelo som de Primas e Bordões - Jacob do Bandolim

4 comentários:

thc disse...

Me identifiquei, hein...

Gabriel Garcia disse...

lindo!

Esyath disse...

Adorei. Acho que tudo encontra seu fim... Até mesmo o sofrimento pela perda do que não mais teremos...
E essa dor só se finda quando incentivamos o desapego... Quando esquecemos a razão de doer... E nos focamos numa coisa: nada voltará a ser como antes... Aquilo que vivemos... Não voltaremos a viver. Acabamos nos desapegando e deixamos morrer... O que as vezes tanto machuca...

Beijos (Des)conexos!

Esyath disse...

Adorei. Acho que tudo encontra seu fim... Até mesmo o sofrimento pela perda do que não mais teremos...
E essa dor só se finda quando incentivamos o desapego... Quando esquecemos a razão de doer... E nos focamos numa coisa: nada voltará a ser como antes... Aquilo que vivemos... Não voltaremos a viver. Acabamos nos desapegando e deixamos morrer... O que as vezes tanto machuca...

Beijos (Des)conexos!