Oi pessoal..
hoje não escreverei nenhum conto, nenhuma poesia, nenhuma crônica. Hoje estou a fim de conversar com vocês. Aí vocês perguntam, mas que diabos quer essa criatura doida expondo a vida dela numa página pública da internet? Bom sei lá... Talvez partindo do mesmo princípio que me faz escrever poesias, contos e crônicas, falar e ser ouvida e o mais interessante não ter uma pessoa direta pra quem se fale. Talvez me prolongue mas, enfim.. tou a fim de falar (como já disse) essa porra (desculpem o palavrão) é minha mesmo e aqueles que não tão a fim de ler isso esperem os próximos posts com as coisas de sempre.
Ok, agora vamos ao que me propus..
Achei linda essa imagem que achei no tumblr do meu lindo amigo F A. Que por sinal também é dos blogs de quinta (é só clicar no nome dele pra irem pro link do tumblr, o blog é só procurar no blogroll é o mesmo nome do tumblr). Me emocionei muito quando vi essa imagem. Fui uma criança muito solitária e enquanto boa parte dos da minha idade corriam, brincavam de bonecas ou carrinho, jogavam bola na rua (sim, nasci numa época em que as crianças ainda brincavam assim) eu vivia no mundo dos desenhos animados, dos livros (nem sempre infantis), das revistas em quadrinhos e do videogame. Morava numa rua que só havia clínicas e casas com gente adulta ou velha. Era tímida, e sofria o bom e velho bulling por ser gordinha. Então amiguinhos na escola nem pensar também. A maioria dos meus primos não morava aqui e mesmo na época das férias era um inferno porque eu era a escolhida pra ser tirado sarro. Então cresci assim. Solitária, tímida, instropectiva, insegura... Olhar pra essa imagem foi lembrar de tudo isso. O desenho que inspirou a foto era um dos que eu assistia muito. E esse contexto a garota (Misty) mergulhando com sua estrela (Staryu) me fez fazer uma analogia com minha vida. O passado (o contexto da foto, a animação) e o mergulho, abandonar-me. Abandonar-me de todas minhas relações estranhas e pouco recompensadoras, da minha ansiedade, de todos os problemas que tudo isso acarreta, principalmente minha solidão e distimia eternas, mesmo conhecendo e convivendo com um monte de gente. Isso tudo é muito cansativo. Sem querer ser psicanalítica nem nada (quem me conhece também sabe que eu não curto o Freud), mas não precisa ser Sherlock pra saber de onde vem isso tudo. Mas enfim pra quê essa baboseira toda, vocês me perguntam? Ah sei lá. Vi a imagem, ela me afetou e fiquei com vontade de escrever sobre isso. Outra coisa tem me feito pensar muito é esse espaço. Não me sinto mais motivada pra escrever aqui. Acho que as coisas andam muito monótonas. E tenho pensado muito nesses dias que ou realmente o reativo, dando uma cara nova, mudando um pouco a dinâmica das postagens ou fecho isso aqui de vez. Se vocês podessem dar sugestões ficaria extremamente grata, e quem sabe fazer estipulias com template e quisesse me ajudar ficaria feliz também. Queria tornar esse espaço um lugar agadável de conversa. Acho que seria legal pra todo mundo e certeza que ia me ajudar também (Olha a doida querendo fazer terapia online) hauheauh. Mas é isso pessoal. Esse blog existe principalmente por que tem alguém pra ler então me ajudem a construi-lo!
Incrível a catarse! hehe
Obrigada! Até a próxima.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
The Sweet Little Rabbit
Era um dia negro então. Sentou-se com as mãos sobre as pernas e pensou sem grandes afetações, que nada fazia sentido. Não chorou, não praguejou, nem culpou aqueles que a rodeavam. Simplesmente lhe parecia claro. Sentara-se agora de pernas cruzadas e abrira a caixa velha de fotografias. Em uma delas havia um coelhinho branco com uma mancha cinza que ia do olho às longas orelhas. Era uma daquelas típicas criaturinhas fofas que se tem vontade de acariciar mesmo não sendo tão delicado assim. Mas não lembrava com claridade o que significava aquela foto. Olhou com fixidez para o retrato detendo-se em cada detalhe inclusive no amarelado da foto, devia ter ao menos dez anos. Lembrou-se de onde estava naquela época. O que fazia e que sentimentos tinha. Com relação ao futuro, ao trabalho, ao namorado. Ainda namorava Alberto naquela época. Por um momento era como se estivesse lá. No frio daquela cidade. No coração quente de Alberto. Na realização do trabalho que exercia. Era voluntário, o pagamento só uma bonificação, mas nunca havia se sentido tão útil.
Em uma tarde sentira saudade de algo que fazia com muita frequência no quintal solitário de sua infância. Cortava um galho do pé de mamão, enxia uma vasilha com água e sabão em pó e passava a tarde toda a soprar bolinhas pelo talo oco de mamoeiro. Pensou como seria fazer isso acompanhada. “Mas que brincadeira boba’ - censurou-se. Mesmo enrubescida e sem jeito falou de seu desejo a Alberto. Ao qual respondeu que não era nada demais. Seguiram então para o parque. Onde o passeio só era possível, porque mesmo no leve frio que fazia (nunca era realmente calor naquele lugar) era praticável tal coisa. Galhinhos de mamão naquela terra eram difíceis, então passaram numa lojinha e compraram os “fazedores de bolhinhas” de plástico mesmo. Sentaram-se na grama bem verde. De fato aquela terra também tinha sua beleza. Era frio sempre e muito frio na maior parte do ano, mas os bosques e a paisagem natural (que ainda restavam) eram realmente muito inspiradores. E nem pareceu tão fora de contexto assim as tais bolhas de sabão. Levara a câmera. Queria registrar aqueles raros diazinhos de sol. Aprendera umas técnicas de fotografia na época da faculdade (época não muito distante dali) com uma amiga. Conseguiu, então, fazer alguns enquadramentos interessantes. Surge então um coelhinho de dentro do bosque. Enquanto que alguns esquilos faziam menção de aproximar-se mais logo fugiam arredios, aquele coelhinho se chegara como se soubesse que “eram amigos”. E como naquelas cenas de filme em que um bichinho bonitinho se aproxima da mocinha como que pedindo carinho, ela cumpriu seu papel. Enquanto isso o doce coelhinho se mantinha imóvel. Quando cessou o afago ele voltou para os seus.
Tornando a si daquele semi transe. Lembrou-se o porque da foto. Partiu. Pediu uma licença do emprego. Neste ganhava consideravelmente mais, mas nem de longe sentia-se fazendo algo realmente útil. Sentou-se de novo naquele bosque. O tempo não era tão agradável quanto o daquele dia, mas ainda assim não era ruim. Como que conectando-se ao sentimento que a levara ali da outra vez, eis que o símbolo daquele dia memorável aparece. Dessa vez com um filhote (não era que o coelhinho era fêmea). Aquilo era mais do que ansiava encontrar. Com a mesma docilidade que o fora antes, o bichinho se aproximou, olhou-a como que procurando o sentimento que outrora a acompanhava. Viu-a sozinha, viu-a com saudade de si mesma, viu-a tentando achar o que antes parecia tão certo e incontestável. Mas olhando de novo o que vira antes, mesmo que não com o mesmos olhos. Sentiu que as coisas ainda poderiam fazer sentido.
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Fotos por Ana Carolina Cardoso.
Visitem o blog dela muita coisa boa por lá http://thehypecollective.wordpress.com/
Quase foi na quinta...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Que cor tem seu dia?
Que cor tem seu dia?
Escolhes pela sinfonia
ou pelas flores ao redor?
Que cor tem seu dia?
vem da alegria
Ou da água que dá nó?
Que cor tem seu dia?
da esoteria, astrologia
misticismos e afins
Ou da camisa
do belo moço
que sorrindo olhou pra mim?
Dalila Fonteles Mauler
28/04/2011
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Finalmente um post na quinta-feira (pra variar) né não?
Escolhes pela sinfonia
ou pelas flores ao redor?
Que cor tem seu dia?
vem da alegria
Ou da água que dá nó?
Que cor tem seu dia?
da esoteria, astrologia
misticismos e afins
Ou da camisa
do belo moço
que sorrindo olhou pra mim?
Dalila Fonteles Mauler
28/04/2011
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Finalmente um post na quinta-feira (pra variar) né não?
domingo, 24 de abril de 2011
Negro Cais
Cores em flúor e negro.
Negro era tudo que ia.
A flor que ali se encantara
ria.
Mas o mundo era negro
ninguém percebia.
Um sopro
e de novo caía.
As cores que só ela via
Mas mesmo sem ver
ele sentia.
Dalila Fonteles Mauler
24/04/2011
(Foto de Stacy Coelho)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
"Apenas pra não parar nem voltar atrás"
Aquele olhar... Seria mesmo uma despedida? Baixinho ele dizia: - Rainha dos raios de Sol. Enquanto a conta gotas as lágrimas umedeciam seus lábios. – Agora já não dá mais pra voltar atrás. Eram os ventos de maio. Era a estrela cadente.
Acordou de sobressalto, soluçando. Mas ao olhar os sapatos embaixo da cama os viu cobertos de barro. E mais do que queria lembrar, não era um sonho.
--------------------Pra ouvir enquanto lê: Ventos de Maio - Telo e Marcio Borges ( na voz de Elis Regina - Trem Azul)
Sejam bem vindos os novos membros do Blogs de Quinta! =)
Ph, Mariana e Felipe!
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