quarta-feira, 8 de junho de 2011

I just wanna to dive...

Oi pessoal..
hoje não escreverei nenhum conto, nenhuma poesia, nenhuma crônica. Hoje estou a fim de conversar com vocês. Aí vocês perguntam, mas que diabos quer essa criatura doida expondo a vida dela numa página pública da internet? Bom sei lá... Talvez partindo do mesmo princípio que me faz escrever poesias, contos e crônicas, falar e ser ouvida e o mais interessante não ter uma pessoa direta pra quem se fale. Talvez me prolongue mas, enfim.. tou a fim de falar (como já disse) essa porra (desculpem o palavrão) é minha mesmo e aqueles que não tão a fim de ler isso esperem os próximos posts com as coisas de sempre.
Ok, agora vamos ao que me propus..
Achei linda essa imagem que achei no tumblr do meu lindo amigo F A. Que por sinal também é dos blogs de quinta (é só clicar no nome dele pra irem pro link do tumblr, o blog é só procurar no blogroll é o mesmo nome do tumblr). Me emocionei muito quando vi essa imagem. Fui uma criança muito solitária e enquanto boa parte dos da minha idade corriam, brincavam de bonecas ou carrinho, jogavam bola na rua (sim, nasci numa época em que as crianças ainda brincavam assim) eu vivia no mundo dos desenhos animados, dos livros (nem sempre infantis), das revistas em quadrinhos e do videogame. Morava numa rua que só havia clínicas e casas com gente adulta ou velha. Era tímida, e sofria o bom e velho bulling por ser gordinha. Então amiguinhos na escola nem pensar também. A maioria dos meus primos não morava aqui e mesmo na época das férias era um inferno porque eu era a escolhida pra ser tirado sarro. Então cresci assim. Solitária, tímida, instropectiva, insegura... Olhar pra essa imagem foi lembrar de tudo isso. O desenho que inspirou a foto era um dos que eu assistia muito. E esse contexto a garota (Misty) mergulhando com sua estrela (Staryu) me fez fazer uma analogia com minha vida. O passado (o contexto da foto, a animação) e o mergulho, abandonar-me. Abandonar-me de todas minhas relações estranhas e pouco recompensadoras, da minha ansiedade, de todos os problemas que tudo isso acarreta, principalmente minha solidão e distimia eternas, mesmo conhecendo e convivendo com um monte de gente. Isso tudo  é muito cansativo.  Sem querer ser psicanalítica nem nada (quem me conhece também sabe que eu não curto o Freud), mas não precisa ser Sherlock pra saber de onde vem isso tudo. Mas enfim pra quê essa baboseira toda, vocês me perguntam? Ah sei lá. Vi a imagem, ela me afetou e fiquei com vontade de escrever sobre isso. Outra coisa tem me feito pensar muito é esse espaço. Não me sinto mais motivada pra escrever aqui. Acho que as coisas andam muito monótonas. E tenho pensado muito nesses dias que ou realmente o reativo, dando uma cara nova, mudando um pouco a dinâmica das postagens ou fecho isso aqui de vez. Se vocês podessem dar sugestões ficaria extremamente grata, e quem sabe fazer estipulias com template e quisesse me ajudar ficaria feliz também. Queria tornar esse espaço um lugar agadável de conversa. Acho que seria legal pra todo mundo e certeza que ia me ajudar também (Olha a doida querendo fazer terapia online) hauheauh. Mas é isso pessoal. Esse blog existe principalmente por que tem alguém pra ler então me ajudem a construi-lo!
Incrível a catarse! hehe
Obrigada! Até a próxima.

3 comentários:

Ana Carolina Cardoso disse...

APAIXONEI pela foto tb! Sim, daliloca, como vai ficar nosso projetinho? quando a gente pode se encontrar pra fazer as fotos? vc tem algo em mente, me escreve sobre que aí sim, eu posto tudo direitinho!
;****

CA Ribeiro Neto disse...

Bem, esquisito ler algo pessoal assim no blog e também esquisito comentar num lugar público.

beijos

Gabriel Garcia disse...

continua a publicar tuas poesias
é um modo de fazer o mundo melhor